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Turismo em Mato Grosso

Conheça Vila Bela da Santíssima Trindade lugar rico em história e belezas naturais

Publicado dia 04/09/2019 às 14h39min | Atualizado dia 01/10/2019 às 14h18min
O lugar possui belezas naturais de tirar o fôlego, sua historia, seu povo e sua cultura encantam os visitantes.

Cachoeira do Jatobá/foto:conhecendomt

Depois de conhecer um pouco de Vila Bela da Santíssima Trindade, cheguei a uma conclusão, que, quem batizou a cidade conhecia muito bem a beleza do lugar, por isso colocou “bela”, em Vila da Santíssima da Trindade. 

Primeira capital de Mato Grosso, a pequena Vila Bela da Santíssima Trindade é um dos municípios com maior potencial turístico do Estado, possui grande valor histórico e conta com expressões culturais fortíssimas, como a Dança do Congo e a Dança do Chorado, sem mencionar o Canjinjin, bebida típica do município produzida à base de cachaça, gengibre, mel, canela, ervas aromáticas e outros componentes, preparados somente por mulheres.
 
De acordo com informações a bebida possui efeitos terapêuticos e afrodisíacos. A fórmula é guardada a sete chaves pelas mulheres que o fazem e as transmitem somente às suas herdeiras.
 
Bem no centro de Vila Bela, estão as ruínas de uma catedral católica do período colonial. Ela é um símbolo da cidade e constitui o marco de uma história que começa em 1752 .
 
Entre as dezenas de belezas naturais que o lugar tem a oferecer nós do portal conhecendomt tivemos a oportunidade de conhecer algumas, e vamos mostrar para você.
 
Em nosso primeiro dia em Vila Bela visitamos a cachoeirinha e a cachoeira dos namorados.
 
Ambas estão localizadas no Parque Estadual Ricardo Franco a cerca de 15 km da cidade sendo 3 km a pé. No lugar não é cobrada taxa para visitação.
 
No caminho passamos pela paisagem que compõe a Serra Ricardo Franco, por piscinas naturais e pequenos riachos, com águas cristalinas de cor azul ou verde, dependendo do reflexo do sol, abrigando pequenos peixes. 
 
Depois de uma caminhada, leve. encontramos nossa primeira cachoeira. Eu confesso que na primeira cascata já estava apaixonada pela beleza do lugar. Fiquei ainda mais feliz quando o guia disse que as outras eram ainda mais bonitas. De acordo com informações, do guia Divino Altair Vilas Boas a cachoeirinha mede cerca de 50 metros.
 
Saímos da primeira cachoeira caminhamos por aproximadamente 15 minutos e chegamos na bela cachoeira dos namorados, e, sim! Ela era mais bonita que a primeira. Segundo informações ela possui mais de 70 metros de queda livre e é simplesmente linda! A cachoeira criou no lugar um ambiente mágico que até parece um paraíso retratado em filmes. O lugar é irresistível para um banho.
 
No segundo dia estávamos ansiosos para conhecer a cachoeira do Jatobá a maior do Estado de Mato Grosso, e que alguns dizem ser a quarta maior do Brasil, por possuir uma das maiores queda livre de água do país.
 
Para ter acesso a cachoeira do Jatobá foi necessário percorrer um trajeto por trilhas íngremes de mais de 10 km, a pé, mas a beleza do lugar é uma enorme recompensa.
 
No caminho paramos para admirar a beleza da cachoeira dos macacos com seus cerca de 80 metros, localizada em um cânion, mas logo retornamos a nossa caminhada para chegarmos a nosso objetivo. 
 
Legenda:Cachoeira dos macacos com seus cerca de 80 metros 
 
Depois de caminharmos por quase 3h nos deparamos com a espetacular cachoeira do Jatobá, localizada em um enorme e belíssimo cânion. Ainda não foi feita uma medição oficial na cachoeira para saber se ela é mesmo a quarta maior do Brasil, por isso, as medidas são estimativas do proprietário do lugar, e de acordo com ele, a cachoeira do Jatobá possui cerca de 260 a 280 metros de queda livre e aproximadamente 15 metros de largura.
 
As cachoeiras dos Macacos e do Jatobá estão localizadas na propriedade do pecuarista João Batista Macedo ele cobra R$ 10 por pessoa para ter acesso aos atrativos.
 
O guia Divino Altair Vilas Boas com mais de 10 anos de experiência e o jovem Vinícius Ramos da Silva de 14 anos foram nossos condutores na visita as cachoeiras do Macaco e Jatobá.
 
Em Vila Bela é possível ver várias espécies de aves e animais e se o visitante tiver sorte, pode assistir o balé aquático encantador, dos botos-cor-de-rosa e cinza no caudaloso Rio Guaporé.  
 
Secretária de Turismo Daiana Fernanda Marin Macedo. 
 
“Tenho trabalhado em projetos visando à exploração do ecoturismo de forma sustentável para gerar economia emprego e renda para a população, pois sei que, se temos turista na cidade toda a cadeia econômica local se beneficia, o hotel tem mais hóspedes o restaurante tem mais clientes e por consequência o mercado e os postos de combustíveis vendem mais” explicou a secretária de Turismo, na época, Daiana Fernanda Marin Macedo.
 
Saiba mais sobre Vila Bela:
 
A “Cidade Negra”
 
“A Capitania de Mato Grosso foi instalada em 19 de março de 1752, com o nome de Vila Bela da Santíssima Trindade. No entanto, as dificuldades de povoar a região (distância, doenças, falta de rotas comerciais) e o estabelecimento de um importante centro comercial em Cuiabá acabaram forçando a transferência da capital, em 1835. E, em 28 de agosto de 1835, quando Dom Pedro II ainda era imperador, a sede do governo foi transferida para Cuiabá. Os moradores (senhores brancos que exerciam o poder no local) abandonaram a região, deixando casas, estabelecimentos comerciais e seus escravos para trás. Pois a abolição da escravatura estava próxima e os negros iriam se tornar um problema para os seus donos, então foram abandonados a própria sorte. Por esse motivo, Até bem pouco tempo, sua população era composta exclusivamente por descendentes de escravos africanos. Isso lhe garantiu o apelido de “Cidade Negra”. Comenta  Nemézia Profeta, filha neta e bisneta de vila-belenses.“
 
Ela ainda ressalta,”os escravos abandonados não só conseguiram sobreviver, mas também construir no local uma comunidade negra forte, unida e fiel às suas tradições”.
 
Brancos que também fizeram história em Vila Bela 
 
Mas com o tempo o homem branco foi chegando, ocupando seu espaço e fazendo história no local como, por exemplo, o missionário Gustavo Adolfo Bringsken que se mudou para Vila Bela em setembro de 1955. Aos 21 anos recém-casado, com Janny Bringsken, no inicio chegaram a ser hostilizados, mas acabaram sendo aceitos e sob a liderança de Gustavo foram construídos no município, igrejas, uma escola, uma fábrica de tijolos, um hospital e três postos de saúde.
 
Gustavo Adolfo Bringsken
 
Em 2013, Gustavo e sua esposa voltaram a morar na Holanda. Mas deixaram o filho vila-belense Jacob André Bringsken que é clínico geral, e atende em Vila Bela da Santíssima Trindade.
 
Em Vila Bela muitos moradores passam dos 100 anos de idade.
 
De acordo com o IBGE, dos 15.138 habitantes do município 74% são negros ou mulatos. Segundo moradores, o fato de Vila Bela ter sido administrada por negros desde o século passado criou-se na cidade gerações sem complexos de inferioridade e orgulhosas de sua cor. 
 
No mês de julho são realizadas as tradicionais festas do Senhor Divino, Congo e São Benedito.
 
No Lugar há agências bancárias, hospital, postos de combustíveis, pequenos hotéis e restaurantes.
 
A cidade conta com serviço de telefonia celular e internet.
 
Altitude: 205 m.
 
Bioma: Cerrado, Floresta Amazônica e Pantanal.
 
Extensão territorial: 13.420,978 km² (IBGE/2010).
 
Base Econômica:
 
As principais atividades econômicas do município de Vila Bela da Santíssima Trindade baseiam-se na pecuária e na agricultura.
 
Vila Bela possui um rebanho bovino com cerca de um milhão de cabeças.
 
Para chegar a Vila Bela saindo de Cuiabá, de carro ou ônibus, o trajeto segue pela BR-174 , passando por Cáceres e Pontes e Lacerda. Distancia de Cuiabá: cerca de 525 Km pelas rodovias MT- 246 e BR- 174/170. 
 
Por Cris Cruz
 
 

 

 

Fonte: conhecendomt.com.br

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