Em Cuiabá, Museu Bicho por Dentro da UFMT promete novas experiências aos visitantes

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A visita aos zoológicos faz parte do cotidiano de muitas famílias. No entanto, você já parou para se perguntar como está organizada a estrutura dos animais que ali habitam? Com essa proposta, a Faculdade de Medicina Veterinária (Favet) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), desenvolve, desde 2007, o projeto de extensão “Bicho por Dentro”.

Coordenado pelos professores Flávio Guimarães e Sandra Figueiredo, do curso Medicina Veterinária, a proposta tem o objetivo de socializar o conhecimento de anatomia de maneira mais didática e prática. O acervo do Museu Anatômico de Animais Silvestres aberto à visitação é composto por animais que compõem a fauna local, além do exemplar ósseo de uma leoa e de alguns pequenos animais domésticos, tais como ganso e coelho.

Os esqueletos que compõem o acervo do museu têm origem, em sua maioria, dos animais que vieram a óbito nas dependências do zoológico e do Hospital Veterinário da UFMT no Câmpus de Cuiabá, além de um projeto de pesquisa que tem como objetivo recolher animais acidentados nas rodovias do interior do estado. Segundo o professor Flávio Guimarães os animais recebidos no laboratório de anatomia passam por procedimentos básicos antes de serem expostos.

Os animais, primeiramente recebidos no laboratório de anatomia, passam por procedimentos básicos antes de serem expostos no museu. O coordenador do projeto, Flávio Guimarães, expõe que em muitos casos apenas as ossadas são encaminhadas ao laboratório de anatomia animal. “O procedimento geral seria a retirada das peles e órgãos e excesso de musculatura. Posteriormente, o corpo é dividido em partes, sendo submetidas aos procedimentos de lavagem e clareamento dos ossos, que depois são submetidos ao processo de montagem, em que são recriadas as articulações”, explica.

Visitação
Sediado no interior do zoológico da UFMT, o Museu conta ainda com exposições itinerantes e tem como público alvo estudantes das mais diversas faixas etárias. Aproximadamente 45 mil pessoas visitaram o acervo em seus dez anos de funcionamento. “O museu representa, para a comunidade externa, uma experiência singular na área da anatomia, além de permitir o despertar da consciência ambiental dos turistas”, observa o docente. “Já para os membros da comunidade acadêmica, ele é fonte de conhecimento valiosa, na qual o estudante pode entrar em contato direto com esse tipo de conhecimento muitas vezes pouco explorados”, acrescenta.

O projeto de extensão é composto por dois professores, responsáveis pela coordenação e gerenciamento do museu, estagiários do curso de medicina veterinária, um técnico laboratorial e uma médica veterinária, também publicitária, responsável pela elaboração do material explicativo e pela divulgação do museu.

As visitas ao Museu Anatômico de Animais Silvestres podem ser realizadas aos finais de semana, das 9h às 17h, nas dependências do zoológico da UFMT.

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