Conheça Vila Bela da Santíssima Trindade lugar rico em histórias e belezas naturais ainda inexploradas

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Depois de conhecer um pouco de Vila Bela da Santíssima Trindade, cheguei a uma conclusão, quem batizou a cidade conhecia muito bem a beleza do lugar, por isso colocou “bela”, em Vila da Santíssima da Trindade. 

O lugar possui belezas naturais de tirar o fôlego, sua historia, seu povo e sua cultura encantam os visitantes. Sua cultura rica e suas belezas naturais fazem valer a pena cada um dos 525 km que a separam da segunda e atual capital do Estado de Mato Grosso, Cuiabá.  

Primeira capital de Mato Grosso, a pequena Vila Bela da Santíssima Trindade é um dos municípios com maior potencial turístico do Estado, possui grande valor histórico e conta com expressões culturais fortíssimas, como a Dança do Congo e a Dança do Chorado, sem mencionar o Canjinjin, bebida típica do município, produzida à base de cachaça, gengibre, mel, canela, ervas aromáticas e outros componentes, preparados somente por mulheres.

De acordo com informações a bebida possui efeitos terapêuticos e afrodisíacos. A fórmula é guardada a sete chaves pelas mulheres que o fazem, e as transmitem somente às suas herdeiras.

Bem no centro de Vila Bela, estão as ruínas de uma catedral católica do período colonial. Ela é um símbolo da cidade e constitui o marco de uma história que começa em 1752 .

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Entre as dezenas de belezas naturais que o lugar tem a oferecer nós do portal conhecendomt.com.br tivemos a oportunidade de conhecer algumas, e vamos mostrar para você.

Em nosso primeiro dia em Vila Bela visitamos a cachoeirinha e a cachoeira dos namorados.

Ambas estão localizadas no Parque Estadual Ricardo Franco a cerca de 15 km da cidade sendo 3 km a pé. No lugar não é cobrada taxa para visitação.

No caminho passamos pela paisagem que compõe a Serra Ricardo Franco e por piscinas naturais e pequenos riachos com águas cristalinas de cor azul ou verde (dependendo do reflexo do sol), que abriga pequenos peixes. 

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Depois de uma leve caminhada,  encontramos nossa primeira cachoeira. E confesso, na primeira cascata já estava apaixonada pela beleza do lugar. Fiquei ainda mais feliz quando o guia disse que as outras eram ainda mais bonitas.

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De acordo com informações, do guia Divino Altair Vilas Boas a cachoeirinha mede cerca de 50 metros.

Saímos da primeira cachoeira caminhamos por aproximadamente 15 minutos e chegamos na bela cachoeira dos namorados, e, sim, ela era mais bonita que a primeira.

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Segundo informações ela possui mais de 70 metros de queda livre e é simplesmente linda! A cachoeira criou no lugar um ambiente mágico que até parece um paraíso. Desses que vemos nos filmes.

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O lugar é irresistível para um banho!

No segundo, e último dia, estávamos ansiosos, para conhecer a cachoeira do Jatobá a maior do Estado de Mato Grosso, e que alguns dizem, ser a quarta maior do Brasil, por possuir uma das maiores queda livre de água do país.

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Para ter acesso a cachoeira do Jatobá foi necessário percorrer um trajeto por trilhas íngremes de mais de 10 km, a pé, mas a beleza do lugar é uma enorme recompensa.

No caminho paramos para admirar a beleza da cachoeira dos macacos com seus cerca 80 metros, localizada em um pequeno cânion, mas logo retornamos a nossa caminhada para chegarmos a nosso objetivo. 

Vila Bela 16 6Cachoeira dos macacos com seus cerca de 80 metros

 

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A cachoeira do Jatobá possui cerca de 260 a 280 metros de queda livre e aproximadamente 15 metros de largura.

Depois de caminharmos por quase 3h nos deparamos com a espetacular cachoeira do Jatobá, localizada em um enorme e belíssimo cânion.

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Ainda não foi feita uma medição oficial na cachoeira para saber se ela é mesmo a quarta maior do Brasil, por isso, as medidas são estimativas do proprietário do lugar, e de acordo com ele, a cachoeira do Jatobá possui cerca de 260 a 280 metros de queda livre e aproximadamente 15 metros de largura.

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As cachoeiras dos Macacos e do Jatobá estão localizadas na propriedade do pecuarista João Batista Macedo ele cobra R$ 10 por pessoa para ter acesso aos atrativos.

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O guia Divino Altair Vilas Boas com mais de 10 anos de experiência e o jovem Vinícius Ramos da Silva de 14 anos foram nossos condutores na visita as cachoeiras do Macaco e Jatobá.

Em Vila Bela é possível ver várias espécies de aves e animais e se o visitante tiver sorte, pode assistir o balé aquático encantador, dos Botos botos-cor-de-rosa e cinza no caudaloso Rio Guaporé. 

Secretária de Turismo
Secretária de Turismo Daiana Fernanda Marin Macedo.

“Tenho trabalhado em projetos visando à exploração do ecoturismo de forma sustentável para gerar economia emprego e renda para a população, pois sei que, se temos turista na cidade toda a cadeia econômica local se beneficia, o hotel tem mais hospedes o restaurante tem mais clientes e por consequência o mercado e os postos de combustíveis vendem mais” explica a atual secretária de Turismo Daiana Fernanda Marin Macedo.

Saiba mais sobre Vila Bela:

A “Cidade Negra”

“A Capitania de Mato Grosso foi instalada em 19 de março de 1752, com o nome de Vila Bela da Santíssima Trindade. No entanto, as dificuldades de povoar a região (distância, doenças, falta de rotas comerciais) e o estabelecimento de um importante centro comercial em Cuiabá acabaram forçando a transferência da capital, em 1835. E, em 28 de agosto de 1835, quando Dom Pedro II ainda era imperador, a sede do governo foi transferida para Cuiabá. Os moradores (senhores brancos que exerciam o poder no local) abandonaram a região, deixando casas, estabelecimentos comerciais e seus escravos para trás. Pois a abolição da escravatura estava próxima e os negros iriam se tornar um problema para os seus donos, então foram abandonados a própria sorte. Por esse motivo, Até bem pouco tempo, sua população era composta exclusivamente por descendentes de escravos africanos. Isso lhe garantiu o apelido de “Cidade Negra”. Conta Nemézia Profeta, filha neta e bisneta de vila-belenses.“

Ela ainda ressalta,”os escravos abandonados não só conseguiram sobreviver, mas também construir, no local uma comunidade negra forte, unida e fiel às suas tradições”.

Brancos que também fizeram história em Vila Bela 

Mas com o tempo o homem branco foi chegando e ocupando seu espaço e fazendo historia no local como, por exemplo, o missionário Gustavo Adolfo Bringsken que se mudou para Vila Bela em setembro de 1955, aos 21 anos recém-casado, com Janny Bringsken. No inicio chegaram a ser hostilizados, mas acabaram sendo aceitos e sob a liderança de Gustavo foram construídos no município, igrejas, uma escola, uma fábrica de tijolos, um hospital e três postos de saúde.

Gustavo Adolfo Bringsken

Em 2013, Gustavo e sua esposa voltaram a morar na Holanda. Mas deixaram o filho vila-belense Jacob André Bringsken que é clínico geral, e atende em Vila Bela da Santíssima Trindade.

Em Vila Bela muitos moradores passam dos 100 anos de idade.

De acordo com o IBGE, dos 15.138 habitantes do município 74% são negros ou mulatos. Segundo moradores, o fato de Vila Bela ter sido administrada por negros desde o século passado criou-se na cidade gerações sem complexos de inferioridade e orgulhosa de sua cor. 

No mês de julho são realizadas as tradicionais festas do Senhor Divino, Congo e São Benedito.

No Lugar há agências bancárias, hospital, postos de combustíveis e pequenos hotéis e restaurantes.

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A cidade conta com serviço de telefonia celular e internet.

Altitude: 205 m.

Bioma: Cerrado, Floresta Amazônica e Pantanal.

Extensão territorial: 13.420,978 km² (IBGE/2010).

Base Econômica:

As principais atividades econômicas do município de Vila Bela da Santíssima Trindade baseiam-se na pecuária e na agricultura.

Vila Bela possui um rebanho bovino com cerca de um milhão de cabeças.

Para chegar a Vila Bela saindo de Cuiabá, de carro ou ônibus, o trajeto segue pela BR-174 , passando por Cáceres e Pontes e Lacerda.

Distancia de Cuiabá: cerca de 525 Km pelas rodovias MT- 246 e BR- 174/170.

O desabafo de uma vila-belense 

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“Nossa cidade possui muitas belezas naturais nosso povo é muito acolhedor, porém se de um lado temos todas essas maravilhas que encantam em Vila Bela, do outro lado temos a triste realidade das ruas com buracos, esgoto a céu aberto e um total descuido com a preservação dos lugares históricos e da nossa história, que se fosse preservada poderia estar sendo usada para trazer turistas, e assim, fomentar a economia da cidade através da geração de empregos e renda”, Lamenta Nemézia.

Nos dias em que estivemos em Vila Bela a cidade comemorava seus 263 anos.