Companhia de dança Deborah Colker vai apresentar espetáculo ‘Cão sem Plumas’ em Cuiabá 

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Foto: Cafi

A Companhia de Dança Deborah Colker vem a Cuiabá, no próximo dia 19 de junho para a apresentação do espetáculo ‘Cão sem Plumas’, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, anexo a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), em Cuiabá. A informação consta na agenda no site oficial da Cia. O horário da apresentação ainda não foi divulgado.

Cão sem Plumas é assumidamente um filme e um balé. A coreografia se inspira no poema O Cão sem plumas, publicado por João Cabral de Melo Neto em 1950.

No papel, são rimas que falam do rio Capibaribe, da vida ribeirinha, da dificuldade de ser homem e de ser cão no sertão. Nos corpos, as metáforas amplificam tudo isso. Os bailarinos são homens-caranguejos, cobertos por lama, o que pode levar a uma leitura relacionada à tragédia de Mariana.

São 70 minutos e, destes, em cerca de 50 está presente a forte relação entre a dança e o cinema. A trilha sonora, assinada por Jorge Du Peixe, do Nação Zumbi e Lirinha, carrega referências não óbvias da sonoridade nordestina. É mesmo o mais melódico e menos acrobático do que os últimos trabalhos. Tanto em sonoridade quanto em movimento.

A Companhia surgiu em 1993, a partir das aulas ministradas por Deborah Colker nos salões do clube Casa do Minho. A oportunidade de estreia da companhia apareceu a partir do projeto “O Globo em Movimento” (1994), no qual Deborah fazia parte. O Grupo se apresentou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em programa duplo com o Grupo Momix.

A partir de 1997 a Petrobrás passa a ser patrocinadora exclusiva da Companhia. Esse fato se deu devido a grande repercussão do primeiro trabalho, e ainda hoje possibilita que a companhia realize grandes produções no panorama da dança mundial.

Entre as características da companhia é notável a integração entre diversas técnicas corporais contemporâneas, as quais trazem vitalidade, força, destreza e vigor à dança. A companhia busca em seus trabalhos incluir o estudo dos movimentos, dos planos verticais e horizontais, relacionar arquitetura e dança, as valências de profundidade e volume, o movimento cotidiano e o espaço.

Da Redação – Gabriela Von Eye

(Com Culturadoria)